Vivendo do desperdício

Acabo de ouvir na BandNews FM que serão destruídas hoje 900 toneladas (é isso mesmo? ou tem mais zeros?) de produtos apreendidos pela Polícia Federal em blitzes e comandos. São itens como CDs, DVDs, cigarros, pneus, alimentos impróprios para consumo produto de contrabando ou venda ilegal.

Desse montante, 0% será doado para instituições. Ou seja, foi tomado de gente que acaba tirando o sustendo desta venda (não to defendendo a pirataria, calma) para simplesmente ser destruído.

Concordo que os CDs, DVDs, cigarros e alimentos não podem ser aproveitados, pela legalidade dos produtos e pela impossibilidade de consumo. Mas pneus, por exemplo, não dava pra vender a preços populares e usar a renda pra financiar programas de moradia popular, por exemplo? Ou usar para calçar os carros da polícia? E os CDs e DVDs, por que não reciclar, ou ainda, liberar como material para artistas modernos?

Já imagino a exposição "O Legal do Ilegal", composta por obras de arte produzidas em oficinas culturais espalhadas pelas periferias do estado, onde o material vem desses produtos apreendidos que seriam destruídos.

Um pouco de boa vontade resolveria muitos dos problemas que temos, mas dá tanto trabalho e pouco o que roubar, não é?