Uma batalha sem sangue

Ao alto, sobem os dois guerreiros, alheios à batalha que os cerca. Um deles armado do globo laranja e o ímpeto de atingir seu objetivo; o outro, vestido de sua coragem e toda a força para se tornar barreira ao primeiro.
Como se a metros do chão, já sem ouvir mais do que o pulsar de seu próprio coração, o embate final se aproxima – as expressões se reforçam, a rivalidade entre atacante e defensor se acirra.
Sem vacilo, o impetuoso atacante levanta sua arma para o golpe final, ignorando a aproximação do defensor pelo flanco desguardado pelo restante de sua tropa – quatro corajosos guerreiros, mas, por um momento, falhos.
E de repente, rompendo os limites das táticas de guerrilha defensiva, vem pelo flanco desprotegido o defensor que, de um só golpe, atinge o objeto defendido a tanto custo pelo atacante, lançando-o a multidão que assiste à batalha – deste vôo, aterrisa o primeiro gladiador, ainda atordoado pelo golpe; o segundo, esse aterrisa como um deus, se sentindo enorme, imbatível, vibrando como se o mundo se ajoelhasse a seus pés.
Ao fundo, se ouve os companheiros do segundo, a vibrar com ele, entoando com toda as suas forças:
– TOCO!

(Post inspirado pela leitura do Blog do Juca, a falar sobre Brasil X EUA pelo pré-olímpico de basquetebol)