Novas interfaces computacionais: uma visão extrema e paranóica

Hoje ouvi no rádio a entrevista de um pesquisador brasileiro que falou um pouco sobre leitura de sinais mentais por meio de um computador, e da importância de tornar este processo não-invasivo para uma redução de custo de implementação, aumento de flexibilidade e segurança, entre outras coisas.

Estive pensando: muito bom, eliminamos teclado, mouse e qualquer outro dispositivo de controle da máquina. Claro, algumas observações:

– O processo de preparação dessa máquina, como por exemplo, a instalação de um sistema operacional, continuaria o mesmo? Ou essa nova interface revoluciona o como enxergamos os SOs ou teríamos nada mais que um conjunto mouse + teclado de luxo.

– Se temos uma monitoração de sinais mentais, o que garante que são monitorados e utilizados somente os sinais relacionados à operação da máquina? Quem pode nos certificar que não existe a possibilidade de, no meio destes sinais, ser capturado algum pensamento que a pessoa não quer realmente que seja passado ao mundo? Num ambiente corporativo, pensar mal do chefe enquanto se trabalha, só pensar, pode levar a consequências bem grandes.

– Ainda no tema da privacidade, podemos garantir que os sinais de pensamento, idéias, entre outras coisas, não podem ser gravados, numa clara ofensa à individualidade do ser humano?

Claro que essas são preocupações bem paranóicas, e infundadas ainda com o grau de desenvolvimento da ferramenta. Mas pode se tornar algo muito importante no futuro, tal qual a privacidade dos dados de um usuário que circulam na internet através da rede da empresa em que trabalha.