Gigante na Argentina: Dicas e truques hermanos

Olá!

Dessa vez, vou falar um pouquinho da minha última viagem, Buenos Aires.
Em Julho.
Frio pacas!
Vou procurar não falar do óbvio, pra não ser tão repetitivo. Pros detalhes profundos e variados, recomendo o Aires Buenos, blog que um brasileiro que mora na Argentina.
Bom, vamos às dicas.
Ainda no Brasil:
1) Consulte a previsão do tempo e faça suas malas em cima dela. Chega daquela lenda de que a previsão do tempo está sempre errada: hoje em dia, dá pra confiar bem! Então, na hora de montar a mala, pense BEM no que levar.
Fui pra lá no início do inverno, que é GELADO. Temperaturas entre 5 e 12 graus!
Recomendo levar uma calça de um bom jeans, meias confortáveis e sapatos bons pra andar. Além disso, não se esqueça de uma jaqueta impermeável, cachecol e toca. Me dei muito bem nos 2 dias de chuva que enfrentei com essa indumentária.
2) Dinheiro: aqui, algo controverso. Se você aposta na segurança total, troque seu dinheiro aqui. Câmbio fixo, procedência garantida e tranquilidade são os bônus pra você que prefere a casa de câmbio.
Agora, se você está pronto pra correr um pequeno risco, a minha dica é: saia daqui com aproximadamente 500 pesos por pessoa e leve o restante do dinheiro em reais. Você consegue em alguns lugares no centro de BsAs pagar com real e, como aconteceu comigo, pode conseguir câmbio de 4 pesos por real em vez de 3. Porém, essa troca só consegui numa quantidade razoavelmente pequena de pesos no Caminito. Pondere bem!
3) Tomadas: as tomadas de Buenos Aires tem um padrão bem específico:

Se você vai levar aquela sua câmera fodona pra tirar fotos, obviamente vai precisar carregar a bateria. Certamente ela não vai se encaixar nesse padrão. Vale a pena, se você tiver, já levar seu adaptador. Caso não tenha, encontra fácil nos camelôs por volta de R$ 20,00.

4) Carro: ainda aqui, está valendo a pena deixar o carro no bolsão do aeroporto de Guarulhos. Os preços estão interessantes e valem mais a pena que um táxi, dependendo da região que você mora em SP. Além disso, recentemente instalaram o sistema Sem Parar, ou seja: você não precisa ter dinheiro pra pagar a estadia na hora de sair.
Leu bem esses detalhes? Agora então é hora de arrumar as malas e seguir viagem!
Fui de Aerolíneas Argentinas, o preço estava convidativo. Nenhum trauma no vôo.
Agora, em Buenos Aires:
1) Depois do desembarque, no Aeroparque, você tem duas opções: um remis, que foi minha opção, ou um táxi que fica logo na porta de saída.
Recomendo o remis, mesmo que o táxi saia mais barato: você paga um valor fixo antes da corrida no balcão da empresa (são 3 a escolher, bem no desembarque) e sai com um motorista designado pela companhia, sem surpresas, sem riscos.
2) Hotel: notei que boa parte dos hotéis em BsAs é de prédios antigos. Não se assuste! Ficamos no Ayamitre: ótima localização para quem, como nós, estava disposto a andar para conhecer a cidade. Pertinho do Congresso, Palácio das Águas, 9 de Julho, enfim, sensacional.
3) Kioscos: os kioscos são como as nossas lojas de conveniência dos postos de gasolina, mas sem os postos. Doces, bebidas, salgadinhos, você encontra de tudo lá. Muitos deles são interligados a parlatórios e lan houses, que podem ser úteis!
4) WiFi: tem WiFi em tudo quanto é canto da cidade. No centro, tem até WiFi público aberto e com um bom desempenho. Saia daqui com seu smartphone, coloque no modo avião e explore a cidade com o Google Maps ou o Guia do Trip Advisor. Vale MUITO a pena!
5) Transporte: tem ônibus e metrô na cidade toda. Eu aconselho que, se você quer conhecer a cidade, vá a pé e deixe o táxi como uma espécie de transporte de emergência. Dá pra ver muita coisa diferente no caminho, o que rende boas fotos e nos leva ao próximo tópico.
6) Câmera: BsAs é do naipe de São Paulo ou qualquer outra cidade grande do Brasil. Tem muita coisa bonita pra se fotografar mas também tem insegurança. Assim, saiba esconder sua câmera e esteja sempre de olho contra possíveis roubos. Vimos uma mulher perder a bolsa dentro do café Tortoni, um cartão postal da Argentina: um homem entrou, bem vestido, barba feita, e simplesmente levou a bolsa que estava pendurada numa cadeira, sem chance de reação. Fique ligado!
7) Segurança: o óbvio. Nunca deixe todo seu dinheiro e documentos num lugar só, esteja sempre atento a tudo e nada vai te acontecer.
8) Trânsito: não recomendo de maneira NENHUMA alugar carro em Buenos Aires. Além de ser um gasto a mais e da gasolina ser cara, os motoristas portenhos não são exemplos de habilidade. Lá, divisão de faixas e faixa de pedestres são meros enfeites!
9) Compras: a única coisa que vale a pena comprar na Argentina é o couro e seus derivados. Pesquise bem e vai encontrar bons preço. Pechinchas escandalosas não fazem mais parte da rotina da cidade!
10) Comida: comer é bom barato se você pesquisar bem. Pessoalmente, achei a parrilla horrorosa. A carne é muito gordurosa e dura. Já o bife de chorizo é bom, mas muitas casas em São Paulo já fazem melhores.
Pra fechar o texto, a dica mais importante: use a sua educação!
Sempre que for abordar alguém, comece a frase com "Buenos Dias" (ou o correspondente pra hora do dia" e termine com "Por Favor". O Argentino não se incomoda em ajudar, ao contrário, é até bem pró-ativo e tenta ajudar se te vir perdido ou procurando algo. Porém, ele não tolera má educação. Vi muitos brasileiros se comportando como fazem aqui no Brasil, como se fossem superiores aos demais por serem turistas. Vi uma brasileira que destratou um motorista de van ser deixada pra trás em detrimento de outras pessoas que usavam as palavras mágicas: buenos dias, por favor e gracias. Lembre-se: educação é o seu cartão de visitas, junto com o seu sorriso. E nenhum deles gasta ou acaba. Use sem dó!
Bom, as dicas ficam por aqui. Pode comentar que eu respondo na medida do possível.
Nos próximos textos, além de outros temas, vou falar de Zoo Lujan. Não perca!